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Pequeno negócio cresce

Após um 2009 difícil, com queda de R$ 15,3 bilhões na receita em relação a 2008, as micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas abriram 2010 com alta recorde no faturamento. Divulgada ontem, a pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), apontou em janeiro crescimento de 6,5% no faturamento médio real do setor, ante igual mês do ano anterior. A variação é a maior da série histórica, calculada desde janeiro de 1999.

Em termos absolutos, as MPEs faturaram R$ 21,2 bilhões em janeiro, um incremento de R$ 1,3 bilhão em relação a igual período de 2009. Este é o quarto mês consecutivo de alta no faturamento na comparação anual.

O segmento que puxou a alta de março foi o industrial, com crescimento de 9,2% na mesma base de comparação, o melhor resultado desde o início da crise internacional, em setembro de 2008. O setor foi seguido por comércio e serviços, que tiveram avanços de 7% e 3,5%, respectivamente.

Base fraca – O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, comemora o resultado de janeiro, embora ressalte que, por ter sido o segmento mais afetado pela crise, com recuo de 16,7% em relação a 2009, a indústria tem a base de comparação mais achatada entre os setores pesquisados. "Os resultados indicam que os micro e pequenos negócios estão acompanhando a retomada do crescimento na economia", afirma.

Na análise por regiões do estado, as micro e pequenas empresas do ABC foram as que apresentaram maior elevação em janeiro: 16,1% ante igual mês do ano passado. Nas MPEs da capital e da região metropolitana de São Paulo, o crescimento foi de 15,2% e 13,4%, respectivamente. No interior do estado, por sua vez, houve queda de 2,2%.

Na variação mês a mês, a receita total dos micro e pequenos negócios registrou baixa de 13,3% ante dezembro de 2009, maior recuo desde janeiro de 2009, quando o faturamento caiu 15,5% em relação a dezembro de 2008.

Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, atribui o resultado a um comportamento sazonal do mercado. "A retração na receita de janeiro já era esperada. Isso porque em dezembro as vendas das MPEs costumam ser favorecidas pelo pagamento da segunda parcela do 13º salário e pelas vendas para o Natal", explica.

Fonte: TV Contábil