
NF-e avança em território brasileiro
Independente do setor da economia, indústria, varejo, atacado, finanças ou até pequenos empreendimentos, a obrigatoriedade dos documentos fiscais digitalizados é um caminho sem volta e tende a avançar cada vez mais. Entrar em conformidade com as regras do governo exige a cooperação de diversos setores como TI, auditoria, contabilidade, financeira, jurídica e até a logística.
Quando falamos de Nota Fiscal Eletrônica de Serviços, temos de considerar que, apesar de haver um padrão nacional, a decisão tem que ser municipal. Cada prefeitura ou município precisa publicar um decreto para que a emissão da nota fiscal eletrônica de serviços torne-se obrigatória e não existe um prazo limite para que isso aconteça, depende da motivação das autoridades municipais.
Segundo Antonio Gesteira, presidente da NFe do Brasil, apenas 10% dos mais de cinco mil municípios brasileiros já aderiram à Nota Fiscal Eletrônica de Serviços. “Existe uma tendência de que, atraídas por benefícios como ampliação da arrecadação fiscal e redução de sonegação sem aumentar os tributos do contribuinte, as prefeituras adotem esse sistema”, diz. “Nossas projeções são de que, em dois anos, 20% dos municípios brasileiros já tenham essa modalidade”, completa.
Embates
O impacto positivo da NF-e é a integração de tecnologias. Com o uso do padrão XML, as soluções tendem a usar arquiteturas que permitem, por meio da web, fazer conexões com qualquer aplicativo e banco de dados, o que facilita a integração com o ERP. Com isso, as companhias ganham agilidade para atender às obrigações fiscais, uma vez em que todo o controle passa a ser realizado eletronicamente.
Na opinião de Gesteira, o único impacto negativo para as empresas que fornecem serviços é o fato de que cada município tem um padrão diferente. “Por exemplo, um prestador de serviços na área de saúde que opera em todo o país pode encontrar dificuldade em adaptar o seu sistema para atender a vários municípios. Não existe um padrão único para todos eles. Isso exige que essas empresas adaptem seus sistemas”, explica o executivo.
Mesmo diante dos desafios, Gesteira acredita que um dos caminhos tecnológicos nesses projetos governamentais seja a necessidade de investir em ações de melhoria do atendimento à população que passa pelo uso de tecnologias de automação dos processos. “Qualquer iniciativa de governo eletrônico que envolva transparência ou algum tipo de beneficio para o município ou para o cidadão, tende a trazer benefícios significativos”.
Neste cenário, a NFe do Brasil, pertencente ao Grupo TBA e Banco BMG, se posiciona como uma empresa de inteligência fiscal eletrônica. Além da NFiscal-e, com propostas baseadas no conceito de software como serviço, a companhia está apostando na oferta de soluções para o SPED, escrituração eletrônica e BPO (terceirização dos processos de negócio) fiscal para as empresas, um dos pilares de seu crescimento.
Fonte: decisionreport.com.br